sábado, 9 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Uma existêcia sem razão?
Tenho pensado muito ultimamente, e isto não anda me fazendo bem. Um último pensamento que anda me assombrando é sobre a rotina da minha vida e como todos os dias são exatamente iguais, sem por nem tirar.Certa vez escrevi: "o mundo gira... gira.. gira. e não chega a lugar algum". A vida é tão ciclica quanto o girar do planeta em torno do sol e de si.
Me sinto tão mal com isto, sabia? Mal porque eu não tenho com quem conversar, mal porque me sinto um egoísta, mal porque tudo é muito igual, mas como fugir disto?
Pensar a vida e ver como tudo é tão igual me faz refletir em como a vida, muitas vezes, não faz sentido, minha vida anda um tanto quanto nublada, assim como as manhãs aqui na minha cidade, a diferença é que das manhãs nubladas eu gosto.
Tenho a impressão de que eu não pertenço a esta época, olho à minha volta e vejo o quanto eu não me encaixo, e o mais interessante é que há vinte anos eu pensava a mesma coisa. Há vinte anos, quando eu escrevi meu primeiro diário, me lembro perfeitamente da primeira frase que dizia: Não pertenço a esta época, de duas uma: ou eu deveria ter nascido há 60 anos, ou deveria estar nascendo agora. (1º de março de 1991), obs. eu tinha 18 anos.
Uma coisa eu sei, pensando sobre isso mais afundo, eu não gostaria de ter nascido em 1991.
É uma pena que a vida não seja como uma pintura e muito menos não há como redesenhá-la. A liberdade da vida limita-se ao curto espaço de tempo que é quando se está dormindo e aí sim dá-se asas à imaginação e lança-se ao mundo imaginário dos sonhos, e neste mundo, quando você aparece, tudo muda e a vida se torna mais bela. Mas como tudo que é bom dura pouco, eu acordo, está aí, acabou a liberdade. Será que quando eu me despreender desta vida vou desfrutar da liberdade eternamente, como se eu estivesse em um sonho sem nunca mais acordar?
Seja como for, apesar de pensar muito no despreender-me desta prisão à qual me encontro, não é o momento, pois, bom ou ruim, ainda tenho muito o que fazer e um papel importante a cumprir.
É, estou me sentindo um tanto quanto existencialista, me sentindo único (quando falo do que sinto é que ninguém pode sentir o que eu sinto, já que o sentimento é inerente a cada ser humano) - odeio quando os outros me falam: Ah! Também me sinto assim!
É assim que me defino hoje pois o amanhã não me pertence.
Eu.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Dias assim me remetem ao passado e de como eu gostava de sair em dias chuvoso e frios. é tudo mais romântico e também dia de tomar vinho barato.
Cheguei mais cedo do que o de costume ao meu trabalho, mas lá a realidade é outra, pois independente do frio que venha fazer fora, o local onde eu trabalho é muito quente.
Hoje eu acordei com minha mente um tanto quanto questionadora e eu não gosto muito disto porque eu só faço perguntas sem respostas. Existe algo, e alguém, que têm se tornado perguntas frequentes em minha mente e se eu pudesse, preste bem atenção no que estou dizendo, se eu realmente pudesse eu mataria o que estou sentindo. Assim como eu não escolho sentir não tem possibilidade alguma de escolher não sentir, ou seja, o sentimento não é uma questão de escolha.
Uma coisa eu sei, estou tão cansado da minha rotina, de todos os dias serem iguais, externamente dizendo, que o que eu tenho vivido internamente até que tem me feito bem. Em uma das mais belas canções do Renato Russo, no disco Dois da Legião Urbana lançado em 1986, canção que se chama ANDREA DORIA, ele diz:
Eu sei é tudo sem sentido
Quero ter alguém
Com quem conversar
Alguém que depois
Não use o que eu disse
Contra mim...
Quero ter alguém
Com quem conversar
Alguém que depois
Não use o que eu disse
Contra mim...
Nada mais vai me ferir
É que eu já me acostumei
Com a estrada errada
Que eu segui
E com a minha própria lei...
É que eu já me acostumei
Com a estrada errada
Que eu segui
E com a minha própria lei...
Tenho o que ficou
E tenho sorte até demais
Como sei que tens também...
E tenho sorte até demais
Como sei que tens também...
Me sinto como nesta canção, acostumado com tudo que tem acontecido. Tenho pensado tanto no passado que eu não enxergo o meu presente e quando você chama a saudade de nostalgia eu chamo a saudade de você, um trocadilho pobre e sem ritmo e sem graça, mas a palavra saudade faz um buraco no meu peito que eu tento preencher o vazio com as lembranças do passado.
Tento, em vão, enxergar, em todo lugar que estou, um olhar que me conquiste, ou que chame a minha atenção. Me lembro da primeira vez em que cruzei com um olhar que me chamou a atenção e que depois que meus olhos se cruzaram com aqueles olhos eu nunca mais fui o mesmo.
São esses mesmos olhos, que há anos eu não vejo - vejo apenas com meus olhos fechados - que despertou algo que estava adormecido dentro de mim.
Como disse anteriormente, se eu pudesse eu mataria o que estou sentindo, mas não posso. Se eu pudesse eu teria feito tudo diferente, também não posso voltar e consertar os erros, mas tem sido tudo muito bom pois da vida eu sou um aprendiz e ela não nos ensina apenas coisas boas.
domingo, 3 de abril de 2011
Um Olhar Triste
Meus dias não têm sido dos melhores ultimamente, a situação em casa está caótica e no meu trabalho então, nem se fale. Por isto, e alguns outros motivos, resolvi voltar a escrever.
Tenho vivido um momento ímpar em minha vida, não sou exatamente o que as pessoas veem, na verdade eu acredito que ninguém é aquilo que realmente está visível aos olhos. O que somos, na verdade, está muito além daquilo que os olhos podem ver. E usando uma linguagem um tanto quanto filosófica, ouso dizer que o que somos realmente é metafísico.
Ninguém consegue enxergar, em uma pessoa, seus amores e ódios, frustrações, dificuldades ou necessidades (não necessidades físicas). Todos me dizem: você está tão bem! Nossa! Como as pessoas não me conhecem. As vezes me sinto uma farça por causa disto. Quando eu disse, logo acima, que eu tenho vivido um momento ímpar em minha vida é que alguns fatos estão me levando a refletir a própria vida e este momento ao qual estou passando é um tanto quanto paradoxal, e por que eu digo isso, tenho pensado muito em uma pessoa, uma pessoa muito especial, que foi (e pelo visto continua sendo) muito importante em minha vida e pensar nela me entristece muito, não por ela em si, mas por todas as circunstâncias que permeiam nossas vidas. É uma tristeza tão profunda, daquelas que dá para sentir lá no estômago, mas que me tem feito tão bem.
A verdade é que gosto de tudo que está acontecendo e de tudo que estou sentindo e se tudo isso for ilusão que doce ilusão será.
A verdade, também, é que os meus sentimentos estavam adormecidos, assim como um animal que hiberna, assim estava eu em relação aos meus sentimentos.
O que você despertou em mim me entristece e me alegra ao mesmo tempo. Não sei o que vai acontecer, o futuro é incerto e o destino, se é que ele existe, não me pertence.
A única coisa que sei e te digo não saia da minha vida, não neste momento onde tudo se encontra triste, melancólico e que tem alimentado a alma deste triste poeta que se intitulará aqui, audaciosamente, o filósofo solitário.
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